Este blogue consta de uma compilação de retratos da natureza e intervenção humana em ambiente rural e urbano que O Cidadão abt vai capturando com a sua objectiva durante as caminhadas, será despejada neste blogue de muitos pixeis e poucos bitáites, dando ao ciberleitor a possibilidade de clicar sobre cada uma das fotos e de seguida na tecla F11 para melhor as poder desfrutar em ecrã total... Ligue o som e... passe por bons momentos!


quarta-feira, 17 de setembro de 2014

OLHOS DE ÁGUA

Caminhando em torno do Rio Alviela que nasce numa gruta de igual nome, junto aos Olhos D´Água, na convergência entre o Maciço Calcário Estremenho e a Bacia Terciária do Baixo Tejo.
Igreja da Louriceira.




Este rio tem uma extensão de 46 quilómetros e atravessa as Freguesias de Alcanena, Vaqueiros, Pernes, e São Vicente do Paul, indo desaguar ao Rio Tejo.






Em tempos passados, houve uma princesa a quem o pai lhe impôs o casamento com um príncipe muito rico.
Contudo a jovem princesa não aceitou, pois estava apaixonada por um rapaz pobre das redondezas.
Ponte da Ferreira.









Viu-se tão desesperada, que fugiu do palácio indo-se esconder nas grutas que se encontravam na cabeceira do Rio Alviela, mesmo juntinho à nascente.













Diz a Lenda que  a pedido de seu pai, uma bruxa muito má descobriu o tal esconderijo...





 ...e que todos os dias lhe enviava um recado com o intuito de a convencer a casar com algum dos pretendentes que ele recomendava.







Mas a princesa não gostava de nenhum deles.



O seu grande amor continuava a ser o tal rapaz pobre, do qual, entretanto, deixou de saber o paradeiro e o pai da princesa, já cansado e convencido de que a filha não aceitaria nenhum dos pretendentes, resolveu castigá-la.






A princesa, a quem chamavam a “Morgadinha do Alviela”, chorava lágrimas de tristeza sem fim.
Certo dia, o Rei enviou a bruxa má, disfarçada de fada, apresentar-lhe aquele que seria o seu último pretendente.






Essa seria a sua última oportunidade.
Acontece que o tal pretendente mais não era do que um boi encantado, disfarçado de bonito rapaz.
A princesa, mais uma vez, recusou, continuando a chorar pelo seu amado.

Então, o pior castigo chegou: o bonito rapaz transformou-se num boi encantado e a bruxa disse-lhe que, como tinha recusado todos os pretendentes que o seu pai lhe propusera e nunca poderia vir a ser rainha, viveria eternamente nessas grutas, rodeada de bois e vacas, e as suas lágrimas seriam tantas e tão densas, que os seus olhos se tornariam tão grandes, que para sempre regariam as terras do Alviela.
Daí em diante a nascente do Rio Alviela passou a designar-se por “Olhos de Água”.

Aqueduto da Arca do Vale

Durante mais de cem anos aqui foi captada a água para o abastecimento de grande parte da cidade de Lisboa, sendo transportada através de uma conduta que começou a ser construída em Dezembro de 1871 e se concluiu em 1880, tendo sido inaugurado pelo rei Dom Carlos.

A totalidade do aqueduto tem 114 quilómetros de extensão, iniciando-se junto à nascente dos Olhos de Água, terminando no Reservatório dos Barbadinhos, em Lisboa. A sua levada foi construída em alvenaria, com 60 centímetros de raio interior, e uma altura máxima de 1,80 metros e 1,60 metros de largura máxima.

A água corria a 14 metros de altura, tendo o canal um declive de 12 centímetros por quilómetro.
Os vários aquedutos existentes na povoação, verdadeiras obras de arte e que constituem um interessante património arquitectónico e de arqueologia industrial, de que se salienta a Arcada do Vale, que é ex-líbris da Louriceira.