Este blogue consta de uma compilação de retratos da natureza e intervenção humana em ambiente rural e urbano que O Cidadão abt vai capturando com a sua objectiva durante as caminhadas, será despejada neste blogue de muitos pixeis e poucos bitáites, dando ao ciberleitor a possibilidade de clicar sobre cada uma das fotos e de seguida na tecla F11 para melhor as poder desfrutar em ecrã total... Ligue o som e... passe por bons momentos!


sexta-feira, 31 de julho de 2009

POR TERRAS DE SANTA BÁRBARA I

A Procissão

Tocam os sinos da torre da igreja, Há rosmaninho e alecrim pelo chão.

Na nossa aldeia que Deus a proteja! Vai passando a procissão.
Mesmo na frente, marchando a compasso, De fardas novas, vem o solidó.
Quando o regente lhe acena com o braço, Logo o trombone faz popó, popó.

Olha os bombeiros, tão bem alinhados! Que se houver fogo vai tudo num fole. Trazem ao ombro brilhantes machados, e os trompetes rebrilham ao sol.
Tocam os sinos na torre da igreja, Há rosmaninho e alecrim pelo chão. Na nossa aldeia que Deus a proteja! Vai passando a procissão.
Olha os irmãos da nossa confraria! Muito solenes nas opas vermelhas!
Ninguém supôs que nesta aldeia havia Tantos bigodes e tais sobrancelhas!
Ai, que bonitos que vão os anjinhos! Com que cuidado os vestiram em casa!
Um deles leva a coroa de espinhos. E o mais pequeno perdeu uma asa!

Tocam os sinos na torre da igreja, Há rosmaninho e alecrim pelo chão. Na nossa aldeia que Deus a proteja! Vai passando a procissão
Pelas janelas, as mães e as filhas, As colchas ricas, formando troféu.
E os lindos rostos, por trás das mantilhas, Parecem anjos que vieram do Céu!

Com o calor, o Prior aflito. E o povo ajoelha ao passar o andor.

Não há na aldeia nada mais bonito Que estes passeios de Nosso Senhor!

Tocam os sinos na torre da igreja, Há rosmaninho e alecrim pelo chão.
Na nossa aldeia que Deus a proteja! Já passou a procissão.
A Procissão. 
António Lopes Ribeiro

7 comentários:

Anónimo disse...

Finalmente abt!
Gostaria de ver mais residentes, ou será que o abt andou a esquivar-se de alguma opa agressiva? Aquela gente merecia mais protagonismo no espaço. De qualquer maneira obrigado pelo serviço prestado à comunidade.
Até ámanhã e acorde bem disposto pois não é todos os dias que se recebe visitas tão distintas.
Um abração do Cabo e Cª

Maria Marques disse...

As qualidades do cidadão abt são notórias!Muito bem escolhido este tema de António Lopes Ribeiro e a sequência das lindas fotos está interessante!
Confesso que ,da próxima vez,faço questão em estar presente .
Os anjinhos a que se refere ,são realmente muito simpáticos...
Já agora...gostei de ver tantos jovens,na nossa terra!
Um abraço
Maria Marques

Cidadão abt disse...

Olá Cabo D'Azinhaga, supõe cá o Cidadão de que...

Durante a época estival este praça tem sido solicitado para éne cenas, razão para o divórcio abismal com a Net e os Blogues! Por exemplo ao momento em que publicou estes dois vossos Digníssimos comentários, e afinava o cogitum e os dedais para as respectivas respostas, logo foi veementemente solicitado para desempenhar outras tarefas com muitos bigodes e na divina companhia de Baco!
Evidentemente que assim não se consegue atender a todos!
Mas prontos, até se pode considerar uma desintoxicação cibernética!
Quanto ao protagonismo das opas e para o amigo Cabo D'Azinhaga calcular, só das paragens de Santa Bárbara foram sacados cerca de setecentas e cinquenta fotos e uns mini vídeos jeitosos! Imagine agora, espetar tudo isto num só post!
A solução passa pela publicação em sub-temas, tendo por base "Por Terras de Santa Bárbara".

Portanto, durante uns tempos jeitosos, o pessoal que visita este modesto blogue irá gramar com uma data de post's baseados nesta aventura!
Por exemplo:

"A Fé"

"Os Bombos"

"A Festa"

"O Rancho"

"As Concertinas"

"As Aduelas"

"As Quelhas"

"A Banda"


E... o que mais aí virá!

Mas com calma, pois Roma e Pavia não se fizeram num só dia...

Obrigado!

Cidadão abt disse...

Ó Maria Marques...

Os mais lindos anjos são de carne e osso, e encontram-se ao nosso lado, no entanto a rotina do o dia a dia ofusca-nos essa capacidade de os destrinçar mo meio da multidão!
São tão belos e simples como a menina do rancho folclórico ou a teen-ager cabisbaixa que segue na procissão... o anjo negro precedido de uma carinha linda e singela de outro lido anjinho. são os anjos que passam ao nosso lado, de tão evidentes e tão visíveis que nem os vislumbramos, partindo em demanda dos outros... de loiça ou pedra esculpida, moldados em barro cozido.
São esses, os anjinhos que pululam na nossa Terra e que só nos damos conta, quando algum parte para outra dimensão.

Tramagalense disse...

Boas fotos. A da senhora à janela é excelente.
-Terras de Santa Bárbara?
-Onde são essas terras, Cidadão?

saudações e boas férias.

Tramagalense disse...

Há mais uma foto que quero destacar que é a da criança sorrindo. É muito boa também, a criança complementa um bom enquadramento da tipicidade rural do nosso país.

Parabéns Cidadão.

Cidadão abt disse...

Olá, Tramagalense!

A Net foi-se... a Net voltou... a cobertura é má e este post embaçou-se!
Faz vento e frio...
As janelas com os links do pessoal passaram-se para baixo!
Danos colaterais!
Xatice!

Paciência.

Vai uma aguardente de figo para aquecer?

Ahhh!

A criança sorrindo deve ser a do rancho de Melres no Concelho de Gondomar, terras dos Loureiros... já ouviu falar? Olhe que menina foi a primeira a ser referida sim senhor.

Quanto a terras de Santa Bárbara, quem siga para a raia de Espanha, Terras do Demo, via A-25, encontra uma saída antes de Vilar Formoso, que vai lá dar! Castelo Mendo ou Castelo Bom... onde em antanho, dominava a "lei do trabuco e do punhal"... ou Pínzio...talvez... algures por essas paragens!
E como cá o Cidadão faz amigos por todo o lado...de uma caminhada, a convite pode resultar nisto... está a ver a cena! E de Melres já há convite para um raid até Santiago de Compostela!
A agendar...
Portanto, se o amigo Tramagalense viajar de automóvel por esta Europa abaixo, é bem capaz de passar lá por perto! É gente hospitaleira que recebe muito bem os forasteiros, e de mochila ás costas!
Agora há que descalçar as botas e aliviar os pés.

Adeus.