Este blogue consta de uma compilação de retratos da natureza e intervenção humana em ambiente rural e urbano que O Cidadão abt vai capturando com a sua objectiva durante as caminhadas, será despejada neste blogue de muitos pixeis e poucos bitáites, dando ao ciberleitor a possibilidade de clicar sobre cada uma das fotos e de seguida na tecla F11 para melhor as poder desfrutar em ecrã total... Ligue o som e... passe por bons momentos!


sexta-feira, 26 de junho de 2015

BENEDICTUS MONTES I

Terras de gente que anda a pé. Piodam.








Ruelas de traçado medieval, becos íngremes encaixados entre o casario de xisto e alvenaria branca, telhados laminados a placas de lousa, portas e janelas com aduelas e painéis em madeira pintada a azul, adornadas a caixilharia branca.
















Nas terras envolventes rebentam íngremes ravinas ponteadas por casarios isolados, onde se traçam caminhos e regatos e nos recantos da montanha soltam-se águas de cascatas.
Local de recolha e isolamento, propício à reflexão e cura dos males das cidades, teria sido nestas terras que se refugiou Diogo Lopes Pacheco, o assassino de Inês de Castro.
Nos anos 70 foi demolido um seminário que existia frente à igreja, dando lugar ao actual largo da aldeia presépio.
Conjugados com o turismo, a actividade agrícola e a pastorícia continuam agora tal como no passado a ser o meio de vida, de subsistência e de sobrevivência da população sendo que em tempos idos ali habitaram pastores, agricultores, mineiros, apicultores, criadores de cavalos e comerciantes. 
Só em 1972 é que o Piódão consegue tornar-se acessível ao resto do mundo com a abertura da estrada asfaltada até à aldeia, apenas aí tendo chegado a electricidade em 1978.
Até 1972 a única estrada existente terminava a cerca de 12 Km do Piódão e a acessibilidade era feita a pé ou a cavalo, por caminhos demasiado estreitos, adaptados unicamente à passagem dos carros de bois.
A igreja matriz, branca e azul que e destaca entre o casario antracite, respeita o estilo cisterciense pois ai existia um mosteiro da Ordem de Cister, pois os monges de São Bernardo construíam os sus mosteiros em vales estreitos e dificilmente acessíveis.
Chãs d’Égua e Foz d’Égua são outras duas povoações da freguesia de Piódão que se destacam na paisagem natural e complementando-se a Piódão, vale a pena visitar.
A seguir apresentam-se  imagens da região de Chãs d’Égua.












































Foz d’Égua é o encontro entre a ribeira do Piódão e a ribeira de Chãs, local paradisíaco onde podemos desfrutar de uma praia fluvial de rara beleza e apreciar duas pontes de pedra em arco perfeito, dois moinhos em xisto, um lagar, blocos de pedra talhados pelas águas das ribeiras e encontramos umas quantas habitações recuperadas em xisto e cobertas a lousa, bem como uma ponte suspensa e ladeada de duas cabeças de égua, alusivas à origem e faina desta aldeia, em que no tempo dos romanos seriam os seus habitantes criadores de éguas e muares destinados à atrelagem das quadrigas e charrettes e ainda, meia encosta, podemos apreciar o presépio gigante e o santuário de identidade etnográfica e gosto duvidoso, mandados erigir por dois irmãos residentes no Barreiro que se apaixonaram por este cantinho do paraíso serrano e adquirindo o casario ali existente, recuperaram o espaço, conduzindo os visitantes a alguma interpretação mística, não deixando contudo de ser um verdadeiro postal ilustrado.

























Ou seja, visitar Piódão ser ir até Foz d’Égua será o equivalente a ir a Roma e não ver o Papa.

Por trilhos pedestres do PR2 AGN, podemos desfrutar da natureza em todo o seu esplendor, onde o tempo parece ter parado nos vales profundos e nas encostas retalhadas por socalcos de xisto, predominando as giestas amarelas, os castanheiros, os carvalhos, os loureiros, os medronheiros, as aveleiras, as cerejeiras-bravas, os rosmaninhos, as cameleiras, as azáleas, as carquejeiras e a urze.























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